Angolanas Naturais uma educacao para a felicidade

by angolanasnaturais2011

“A minha prima Malu enviou-me um convite para Angolanas Naturais. O nome intrigou-me. Liguei o meu facebook e click, adicionei-me ao grupo. Acho que ja eram 80 ou 60 quando eu me adicionei. Para mim ja familiares tornaram-se os posts da Luziela e os comentarios da Malu, depois vi que tambem o colega ‘Kognitivo’. Homem?😀 Aos poucos reparei que outras vozes se tornavam mais regulares.

Hoje, para mim, um colectivo de mulheres que atraves do seu retorno ao natural re-encontraram o bem estar consigo. Mulheres como eu.

Eu nao precisava de contar a minha historia. Fui ouvindo as suas historias, as suas jornadas, a liberdade que encontraram, a paz de espirito, a forca intima. Mulheres como eu. Reparei que algo mais profundo estava a ocorrer, estavamos a escrever uma educacao para a felicidade. Cada uma de nos ganhou mais do que uma relacao mais saudavel com o seu cabelo. Ganhamos aceitacao, amor, IGUALDADE. Foi ai que pensei, isto nao eh so um movimento da carapinha, isto eh uma revolucao da mente:-

– comecamos a questionar as mensagens que recebemos do exterior
– comecamos a investigar e procurar respostas por iniciativa propria
– comecamos a discutir e partilhar
– comecamos a nos apoiar e encorajar accao
– comecamos a celebrar as nossas semelhancas, o nosso EU

E neste colectivo tornou-se claro para mim, o que sempre soube mas nao conseguia ouvir: nos ja temos tudo o precisamos para ser felizes! E eh de graca!

Aos poucos vejo o grupo a amadurecer, a passar a accao. Do reencontro com o EU comecamos a criar accoes que nos possibilitem manter este estado de felicidade que encontramos. Comecamos a convidar mais pessoas, a educar, a amar. E neste espaco, passamos de estranhos, a irmas, amigas, colegas. Nao somos varias mulheres, somos uma: A.N.A

A verdade eh que ha muitas maneiras de chegarmos aqui, a esta interligacao. O que nos une – A.N.A – eh que a nossa viagem comecou com o nosso cabelo: o retorno ao natural. Mas aos poucos descobrimos que nao estamos sozinhas, e vamos descobrindo mais grupos, mais colegas que estao no mesmo caminho que nos. E a nossa evolucao continua. Homens, mulheres, angolanos ou nao, continuamos este dialogo, e hoje ja nao somos estranhos um para o outro. Na verdade nunca fomos, a diferenca eh que agora tomamos accao, quebramos algumas das barreiras que pensavamos nos dividir, comecamos a conversar.

Oi, eu sou a Kizzy!”

The heart has its reasons that reason does not know.

– Pascal